
Durante a internação hospitalar, alguns pacientes acometidos pela forma grave da covid-19 podem fazer uso de ventiladores mecânicos ou de outros procedimentos que limitam ou impedem a comunicação oral. Pensando em facilitar a interação entre essas pessoas e a equipe de cuidados, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com o Conselho Regional de Fonoaudiologia (Crefono), vai distribuir 3 mil kits de pranchas de comunicação alternativa para as unidades de Saúde.
Para o subsecretário de Políticas e Ações de Saúde da SES-MG, Marcílio Dias Magalhães, a iniciativa representa “fomento e qualificação das práticas de humanização e acolhimento no SUS em Minas, além de ser uma oportunidade de estreitar parcerias com instituições que trazem evidências científicas para o aperfeiçoamento das diretrizes na saúde”.
As pranchas de comunicação foram elaboradas para auxiliar as pessoas em contextos hospitalares a expressarem suas necessidades, como destaca a diretora de Ações Temáticas e Estratégicas da SES-MG, Mônica Farina. “As pranchas também podem ser utilizadas em qualquer ponto de atenção à saúde, bem como no dia a dia por familiares e cuidadores de pessoas que tenham dificuldade na comunicação oral, desde que orientados por um profissional de Saúde”, explica.
Os objetos, com desenhos coloridos e de fácil manejo, foram criados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “As pranchas foram impressas coloridas e plastificadas frente e verso. A plastificação aumenta a durabilidade e permite a higienização constante do material”, diz Mônica Farina.
Veja aqui o vídeo explicativo:
Facilitando a comunicação
As pranchas serão distribuídas juntamente com um manual de instrução para a equipe de Saúde. Para usá-las, o profissional deve explicar ao paciente que estiver com impedimento na comunicação oral que as pranchas são uma alternativa para que ele possa expressar vontades e sentimentos. Em seguida, é importante demonstrar como o material funciona. O paciente deve apontar com os dedos, as respostas.
“Assim que explicar ao paciente o procedimento e exemplificar, o profissional pode pedir para que o paciente indique se compreendeu a forma de comunicar. A prancha precisa ficar próxima ao paciente para que qualquer pessoa possa alcançá-la sempre que necessário”, comenta Mônica.
Por Agência Minas
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