O projeto de um casal de produtores capixabas é um dos selecionados do concurso Ideias Renovadoras: Plantando Árvores e Colhendo Alimentos, criado para auxiliar a recuperação da bacia do rio Doce e promover os Sistemas Agroflorestais (SAF), que combinam espécies florestais com culturas agrícolas ou pecuária, em todo o país.
Lançado por meio de um convênio entre a Fundação Renova e a WWF-Brasil, em parceria com o Instituto Terra e o Centro de Pesquisa Internacional Agroflorestal (ICRAF), o concurso selecionou cinco iniciativas de SAF, sendo três localizadas na bacia do rio Doce e duas implantadas em todo o território nacional, para servirem de modelo no processo de restauração florestal da bacia.
A iniciativa Diversificação Produtiva Agroecológica, aplicada na propriedade localizada na Comunidade de Cascatinha do Pancas, em Colatina (ES), foi uma das vencedoras. O local tem uma produção sustentável, com preservação da natureza e de nascentes. Além da grande variedade de SAF, há também cultivo de feijão, arroz, milho, aipim, batata e abóbora, que são comercializados em feiras e destinados para alimentação escolar.
A propriedade em Colatina tem 42 hectares de mata preservada, 11 hectares de regeneração natural com SAF e mais 1 hectare às margens de córrego com espécies nativas e frutíferas. O projeto é um exemplo na região e recebe estudantes e pesquisadores para visitas e estágios sobre conservação e conscientização.
Ao todo, foram recebidas 131 inscrições de projetos de todo o país. Os vencedores receberão uma premiação no valor de R$ 6 mil e participarão de um processo de imersão on-line ao lado de especialistas, entre 21 e 25 de setembro, para melhoria de suas práticas e desenvolvimento de novos arranjos produtivos de SAF, que poderão ser implantadas para recuperação florestal na bacia do rio Doce. Dos cerca de 40 mil hectares de área que serão reflorestados pela Fundação Renova, aproximadamente 10 mil poderão ser destinados ao plantio com fins econômicos.
“Essa expertise dos projetos trará uma oportunidade para os produtores da bacia preservarem suas áreas, melhorarem a qualidade da água e do solo e até mesmo desenvolverem atividades voltadas para a geração de renda”, diz Felipe Drummond, especialista de Uso Sustentável da Terra da Fundação Renova.
Por Brunela Alves
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