
A Polícia Rodoviária Federal segue firme combatendo os crimes relacionados a adulteração, a clonagem, a receptação, o roubo e demais ilícitos de fraudes veiculares. E mais uma ação pontual foi desencadeada na última sexta-feira (01) na região Sul da Bahia.
Desta vez, as atividades aconteceram na cidade de Ilhéus, distante 460 quilômetros de Salvador.
Sob a coordenação do PRF Marcus França, chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização (NPF) da Delegacia de Itabuna, a operação contou com agentes federais lotados na Del 05.BA e teve como objetivo identificar fraude veicular relacionados a adulteração, a clonagem, a receptação, o furto, o roubo, o uso documento falso e demais ilícitos.
França que também é membro do Grupo de Enfrentamento às Fraudes Veiculares (GEFRAV) ressalta que as ações com essa temática são realizadas com frequência e já apresenta resultados satisfatórios no combate a roubo/furto de veículos automotores e adulteração dos sinais identificadores, além da falsificação documental.
Nas ações foram identificados 14 veículos que apresentavam fraude nos seus elementos de identificação.
Resultados:

Cinco automóveis (Uno/HB20/Astra/Palio/Strada) que possuíam registro de roubo foram recuperados. Para tentar ‘atrapalhar’ fiscalizações da polícia, os veículos ostentavam placas trocadas, porém a expertise do policial, capacitação e treinamento em fraude veicular, foi possível constatar às adulterações e identificar os veículos originais.
Muitos desses veículos não possuem seguro e quando são devolvidos aos seus legítimos proprietários eles se sentem extremamente agradecidos com a ação policial.
Também foi recuperada uma caminhonete Strada com registro de apropriação indébita. Já um VW/Gol furtado com registro de furto, na capital baiana, datado de dezembro/2005, foi recuperado pela equipe.
Foram também recuperadas oito motocicletas de diversos modelos. Um motor foi apreendido.
Orientação:
A PRF alerta que muito desses veículos são vendidos bem abaixo do valor de mercado e são oferecidos em redes sociais da internet, multiplicando o lucro da associação e tornando rentável o negócio, alimentada pelo comércio ilegal desses veículos clonados.
Como funciona o crime das fraudes veiculares
O crime de fraudes veiculares resulta em múltiplas vítimas e está dividido em três fases distintas: o roubo, a adulteração e a revenda.
Na primeira fase temos claramente identificada a primeira vítima, que é a pessoa que teve seu veículo furtado ou roubado e, neste último caso, frequentemente com o uso de violência por parte dos criminosos.
Na segunda fase, a adulteração, os criminosos trocam a identificação do veículo e seus documentos para que pareça ser um veículo regular, também conhecida como clonagem. Neste momento o veículo recebe placas de outro veículo idêntico e o proprietário desse veículo, que se encontra em situação regular, torna-se a segunda vítima dos criminosos pois passa, muitas vezes, a receber multas de trânsito por infrações relacionadas ao veículo clonado.
A terceira e última fase é a revenda, alimentada pelo comércio ilegal desses veículos clonados, muitas vezes negociados em sites na internet por valores inferiores ao preço real do veículo. Nesta terceira fase do crime temos a terceira vítima em potencial, o comprador que, inadvertidamente, passa a ter a posse do veículo clonado.

Por Agência PRF
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