
O dia 24 de março é marcado pelo combate à tuberculose, doença infectocontagiosa e transmissível, que afeta principalmente os pulmões. No Brasil, são registrados 200 novos casos de tuberculose por dia, segundo dados do Ministério da Saúde. Os sintomas da doença e a imagem radiológica inicialmente podem ser confundidos com o câncer de pulmão, e essa imprecisão pode atrasar o tratamento correto, podendo ter consequências fatais. O diagnóstico precoce da tuberculose é muito importante e aos primeiros sinais, é preciso procurar um especialista.
“Os primeiros sinais são semelhantes, como a tosse com sangue, falta de ar e perda de apetite, mas as doenças se manifestam de forma diferente. A tuberculose é causada por uma bactéria, enquanto o câncer pode estar relacionado a fatores externos e internos”, explica a oncologista do Cecon/Oncoclínicas Cíntia Givigi.
Não existe uma relação direta entre as duas doenças, mas o tratamento do câncer pode ter efeito sob a imunidade do paciente, facilitando a entrada da bactéria que causa a tuberculose, a Mycobacterium Tuberculosis ou Bacilo de Koch.
“A queda na imunidade é uma consequência de tratamentos como a quimioterapia e radioterapia, que podem afetar diretamente o organismo. Qualquer pessoa pode ser infectada pela bactéria que causa a tuberculose, mas os portadores de outras doenças, como o câncer, apresentam mais risco. Em casos de pacientes com câncer de pulmão, a atenção deve ser ainda maior, já que o pulmão já está debilitado”, pontua a médica.
Sintomas e prevenção
Para prevenir a tuberculose, é necessário vacinar as crianças com a BGC (bacilo Calmette-Guérinvacina BCG) logo em seu primeiro mês de vida. A vacina é indicada para proteção nos casos mais graves da doença. Evitar lugares aglomerados, manter ambientes bem ventilados e higienizar sempre as mãos da forma correta também podem ajudar no combate à contaminação.
A qualquer sinal, como tosse persistente por mais de três semanas, febre, suor noturno, dificuldade para respirar e emagrecimento, a orientação é procurar um médico para realização de exames. O tratamento da tuberculose é feito com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol e dura no mínimo seis meses. O diagnóstico rápido e o tratamento correto reduzem a mortalidade.
No caso do câncer de pulmão, o risco pode ser reduzido com a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e prática de exercícios, além de evitar o consumo do cigarro, já que o tabagismo é a maior origem dos casos de câncer de pulmão. “O cigarro é o principal fator de risco, por isso, os fumantes devem realizar exames de rastreamento periódicos. Cerca de 85% dos casos diagnosticados desse tipo de câncer está associado ao consumo do cigarro”, finaliza a Dra. Cíntia.
Por Benahia Figueiredo | P6 Comunicação
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