
Na manhã desta terça-feira (12), em uma operação conjunta com a Polícia Federal (PF), foi deflagrada a operação Naftalina. O principal intuito desta ação foi prender criminosos que adulteravam combustível e vendiam em postos da Grande Vitória, região metropolitana do Espírito Santo. Durante as fiscalizações da PRF os policiais notaram indicativos de empresas fantasmas e de emissão de notas fiscais falsas.
Diante das suspeitas, a Polícia Federal iniciou as investigações e, juntas, as instituições deflagraram a operação. Após as diligências necessárias, ao todo, 15 pessoas foram presas – entre elas um ex-vereador da cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, apontado como chefe da quadrilha. Entre os detidos também está um contador do Espírito Santo, responsável por abrir empresas de fachada para operação do esquema.
Entenda o caso
Para realizar a falsificação, os integrantes da organização criminosa adquiriram cargas de nafta solvente e álcool hidratado. Com os produtos em mãos, em um pátio clandestino em Vila Velha, os produtos eram misturados e adicionados a corantes para dar a coloração de gasolina.
Feita a mistura, os infratores realizavam a distribuição em, pelo menos, oito postos de combustível que pertenciam à organização criminosa. Dessa forma, a “gasolina adulterada” era vendida no valor de R$ 3,15 por litro. Com o valor do litro de gasolina em torno de sete reais, calcula-se que os infratores lucravam mais de 100%. Assim, a atividade ilícita chegou a render mais de seis milhões de reais.
A PRF e a PF foram responsáveis por cumprir nove mandados de prisão preventiva, seis de prisão temporária e oito medidas cautelares de suspensão de atividade econômica. Também foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão. Além disso, medidas de sequestro de bens dos investigados também serão tomadas.
Por Agência PRF
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