É o primeiro acordo da Ceplac com uma empresa desde que recebeu o reconhecimento de Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), firmou acordo de cooperação técnica com iniciativa privada para identificar as variedades de cacau mais promissoras para o Oeste Baiano.
Este é o primeiro contrato firmado pela Ceplac desde que recebeu o reconhecimento como Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT).
O objetivo é apresentar o planejamento dos trabalhos que serão desenvolvidos, detalhar as atividades e as atribuições no Oeste Baiano.
A Ceplac será responsável por promover as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação; supervisionar, avaliar o desempenho e analisar os resultados das ações implementadas. Já a empresa BioBrasil executará as metas estabelecidas no acordo com a disponibilização de insumos básicos pela Ceplac, como sementes e clones (materiais genéticos de cacau) selecionados dentro do programa.
O Oeste Baiano, com período seco, possibilita o estabelecimento de lavouras isoladas de outras espécies. O cultivo do cacau em áreas não tradicionais, incluindo áreas do semiárido e do Cerrado, tem mostrado uma alta na produtividade, como Ceará e São Paulo. Essas áreas são cultivadas em sua maioria com irrigação, fertirrigação, a pleno sol, com quebra-vento e uso de práticas de mecanização.
Dessa maneira, serão estabelecidas as bases para uma geração de novas variedades, com resistência à vassoura- de- bruxa e garantir a viabilidade econômica da cultura na região Sul da Bahia.
Segundo o diretor da Ceplac, Waldeck Araújo Jr, a importância do acordo abrange trabalhar com a diversidade do cacau, possibilitando um avanço em identificar o desenvolvimento do cacau nas áreas. “Isso é fundamental para expansão da categoria no Brasil, não somente nas regiões em áreas tradicionais e não tradicionais”, explica.
A parceria é imprescindível para a recuperação da produção de cacau na Bahia e no Brasil, incluindo indicar áreas de escape para as principais doenças do cacaueiro, com potencial para produtividade elevada.
O produtor rural Moisés Schmidt e um dos sócios da empresa reforça a dimensão do acordo com a Ceplac. “Esse acordo de cooperação vem para firmar um trabalho que a Ceplac acompanha desde o início e validar o trabalho que está sendo feito na cacauicultura”.
Até 2025, a meta do Brasil é atingir a autossuficiência na produção de cacau, com 300 mil toneladas por ano, e alcançar 400 mil toneladas até 2030, o que permitirá ampliar as exportações de cacau, derivados e chocolate. Esses valores têm potencial de elevar o país para a terceira posição entre os maiores produtores de cacau no mundo.
Por Lílian Mendes
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