Na Semana Nacional do Sono, que acontece entre 13 e 19 de março, especialistas alertam que identificar problemas no sono é fundamental para a prevenção de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, entre outras.

Entre os dias 13 e 19 de março acontece a Semana Nacional do Sono, na qual especialistas de todo o país se unem para alertar sobre a importância do hábito de dormir para a prevenção de doenças. Você sabe identificar como está a qualidade do seu sono? O neurologista Alexandre Marreco, que faz parte da Associação Brasileira do Sono (ABS), dá três dicas fundamentais para as pessoas entendam quando é o momento de buscar a ajuda de um especialista. Confira:
1) Tempo de sono
O tempo médio de sono deve ser de oito horas por dia para adultos e sete horas para idosos. “Estudos mostram que pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm redução da expectativa de vida. E pessoas com menos de sete horas têm perdas cognitivas”, destaca Alexandre Marreco.
2) Necessidade de dormir o tempo todo
Não adianta apenas dormir em média oito horas por noite. Esse sono precisa ser reparador. “É fundamental que a pessoa perceba se ela está acordando descansada no dia seguinte. Se ela sente cansaço, vontade de descansar durante o dia, se ela dorme em qualquer lugar, é sinal de que a qualidade do sono da noite não está sendo suficiente para ela”, pontua o neurologista.
3) Ronco alto e frequente
Roncos leves são aceitáveis. No entanto, se os roncos passam a ser muito altos e frequentes, podem ser um sinal de apneia do sono.
“A apneia é um dos principais problemas relacionados ao sono, que tem como maior risco o surgimento de doenças cardiovasculares, como arritmias, infartos e AVCs. Trata-se de um distúrbio que acontece por conta da flacidez, do relaxamento da musculatura respiratória durante o sono. Todos nós reduzimos o tônus muscular enquanto dormimos, mas em algumas pessoas as pausas são maiores do que deveriam ser. E o sintoma mais comum da apneia é o ronco. Por isso, é bom saber: ronco é comum, mas não é normal”, diz Alexandre.
Outro problema comum é a insônia, caracterizada pela dificuldade de iniciar ou de manter o sono. Ela ocorre ainda quando a pessoa acorda antes do tempo certo e não consegue voltar a dormir.
Além dos problemas cardiovasculares, a má qualidade do sono pode interferir de diversas formas no funcionamento do corpo, prejudicando desde atividades metabólicas, ao desregular a produção de hormônios, até o maior risco de desenvolver Parkinson e Alzheimer. Também pode haver redução da imunidade, ou seja, o organismo se torna mais frágil e menos capaz de se defender de doenças, inclusive dos cânceres.
“É durante a noite de sono que o cérebro faz uma filtragem. Ele elimina as proteínas tóxicas, que provocam uma série de doenças. Se não dormimos bem, essas proteínas tóxicas se acumulam. Por isso, a qualquer sintoma de que algo está errado, um especialista em sono deve ser consultado. Quanto mais precocemente o tratamento for iniciado, menores serão os danos ao paciente”, finaliza Alexandre.
Por Maíra Mendonça
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