Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina

A fissura labiopalatina é uma malformação congênita, ou seja, quando os bebês nascem com uma fenda no lábio, no palato, ou em ambos. No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, nascem anualmente 5 mil bebês com esta condição. Desta forma, o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina (24/06) tem como foco disseminar informações sobre o tema e conscientizar a população.   

Nascimentos de bebês com fissura exigem, desde as primeiras horas de vida, que o recém-nascido e a mãe tenha atendimento médico e multidisciplinar especializados. No Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Ebserh, um desses profissionais é o fonoaudiólogo, que orienta a mãe sobre os cuidados com os bebês, sobretudo com relação a amamentação.

“Quando nasce um bebê com fissura, ele é avaliado para saber se consegue ser amamentado em segurança, ainda na sala de parto, e dependendo do estado geral dele e da mãe. Conforme for a extensão dessa fissura, ele vai para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), e lá recebe leite pela sonda até aprender a se alimentar mamando ou por mamadeira”, explica Elaine Braga Matos, fonoaudióloga do Hucam-Ufes/Ebserh.

Importante ressaltar que o leite materno é o principal alimento a ser ofertado ao recém-nascido, sendo a amamentação direto da criança e da mãe. Neste sentido, Trixy Niemeyer, também fonoaudióloga e professora da Ufes, destaca o esforço das profissionais em garantir que esse bebê, independentemente de sua condição, possa ter acesso ao alimento. “Fundamental conscientizar as famílias que, caso a fissura seja isolada de lábio, ocorra o aleitamento materno exclusivo, e nos casos em que a fissura se estenda ao palato, a mãe pode ordenhar o leite”, orientou. Trixy ressalta a importância da mãe ser estimulada e orientada sobre os benefícios do leite materno, “mas também, é importante reforçar que amamentação auxilia na redução de otites médias e da ardência causada pelo refluxo nasal na alimentação desse bebê”, acrescentou.

Neste processo de adaptação e aprendizado, a professora fala também sobre os malefícios que a falta de orientação adequada pode provocar, “alguns casos há colocação de sondas sem necessidade, bem como algumas mães insistem em aleitamento materno exclusivo, mesmo quando esse bebê tem fissura de palato, o que acarreta na desnutrição desse bebê.  Por outro lado, tem mães que aumentam de forma exagerada o furo da mamadeira, levando a um fluxo excessivo de leite, o que pode causar engasgos, permitindo a passagem do líquido para o pulmão”, alertou a profissional.

Assim, se torna necessária a conscientização de todos os atores envolvidos para auxiliar o desenvolvimento pleno desse bebê, família e profissionais de saúde. “É importante que o fonoaudiólogo seja um profissional atento e envolvido no diagnóstico da fissura ainda no pré-natal, para que o acolhimento e as orientações sejam realizados o mais precocemente possível. Mesmo sendo uma malformação comum, a fissura labiopalatina ainda é uma condição desconhecida por muitos”, finalizou Trixy Niemeyer.

Elaine Braga, acrescentou ainda que, além das orientações com profissionais de fonoaudiologia, no Hucam-Ufes/Ebserh, o acompanhamento desse bebê inclui o encaminhamento para as cirurgias de correção da fenda, “na maioria das vezes esse bebê, assim que nasce vai para a Utin, a família recebe as orientações necessárias e é encaminhada para o serviço de referência estadual, que o acompanha até a cirurgia”, afirmou.

O Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Rede Ebserh) desde abril de 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Da Redação | Com informações da Unidade de Comunicação Regional 23/Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes


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