Bárbara Carine, vencedora do Jabuti, lança em Vitória livro com reflexão sobre ambiente acadêmico

Vencedora do Prêmio Jabuti na categoria Educação com o livro Como ser um educador antirracista, idealizadora da primeira escola afro-brasileira, professora e autora de obras como Querido estudante negro e Educando crianças antirracistas, Bárbara Carine está de volta com E eu, não sou intelectual? – Um quase manual de sobrevivência acadêmica, que chega às livrarias pela Editora Planeta. Em turnê para celebrar o lançamento, a autora passará por Vitória em uma sessão de autógrafos com seus leitores, que acontecerá no dia 12 de março às 19h na Livraria Leitura do Shopping Vitória.

A proposta da obra é dialogar com as pessoas interessadas em pensar a intelectualidade produzida a partir de outros marcadores que não aqueles universais pautados pela academia ocidental. Pode um(a) intelectual não ser acadêmico(a)? Pode a intelectualidade não dissociar corpo e pensamento? A produtividade acadêmica tem gênero? Tem cor? Pode uma graduação, um mestrado e/ou um doutorado serem desenvolvidos de modo saudável? Essas e muitas outras questões são abordadas em E eu, não sou intelectual?, com o intuito de desenvolver uma perspectiva pluriversal de intelectualidade, bem como de promover acolhimento aos marginalizados das instituições acadêmicas.

Mesclando poemas e textos reflexivos da autora, o livro aborda temas como a marginalização docente; o conceito de produtividade; a descolonização; as correntes de pensamento; a maternidade na academia; a linguagem acadêmica e outros que pertencem a esse universo complexo e excludente.

“Nomeei-me intelectual diferentona, mas refletindo muito decidi que não quero ser “diferente”. Desejo um espaço social em que eu apenas seja e não difira, destoe ou seja vista como uma intelectual “café com leite” (como a gente falava na infância na minha favela), sem seriedade, alguém que não está de fato inserida na “brincadeira”. Talvez na intelectualidade ocidental eu seja sempre uma estrangeira, mas e se de repente eu criar um espaço acolhedor para os/as dissidentes como eu?”, escreve Bárbara Carine na apresentação da obra.

Por Nathalia Bottino e Barbara Novaes Rocha


Siga A IMPRENSA ONLINE no InstagramFacebookTwitter e YouTube e aproveite para se logar e deixar aqui abaixo o seu comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *