Viva Florestas
A iniciativa contará com um mutirão coletivo, incluindo oficinas práticas de limpeza do terreno, preparo do solo, adubação e plantio da agrofloresta e da horta medicinal
O Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha (ES), dará início, a partir desta sexta-feira (8), às 8h30, ao projeto de implantação de uma agrofloresta e horta medicinal, como parte das ações da Escola Viva de Artes (EVA). A proposta une educação ambiental, regeneração do solo e valorização da cultura indígena, com foco no aprendizado coletivo e na adoção de práticas sustentáveis.
O projeto do Parque Cultural Casa do Governador é realizado em parceria com a Escola Viva Florestas de Comida, idealizada por Bárbara Tupinikim e Luiz Moura, e o Grupo de Extensão ESFERA (Ufes/Proex/CNPq), sob a coordenação de Raquel Garbelotti. O objetivo é construir em uma área do Parque um espaço vivo de aprendizado, de cuidado com a terra e de fortalecimento da cultura indígena.
Com duração até sábado (9), a atividade envolverá a poda de árvores no perímetro do projeto, limpeza da área, organização do material orgânico resultante da poda e a aplicação de insumos e preparo dos canteiros, em formato de oficina coletiva. O plantio será feito com base em um croqui técnico, garantindo o melhor aproveitamento do espaço.
Além disso, as espécies a serem plantadas incluem frutíferas, nativas e medicinais, como pitanga, pindaíba, aroeira, manga, abacate, banana, abacaxi, mandioca, milho, tomilho, erva-cidreira, capim-santo, orégano, manjericão, gerânio e coco da praia, entre outras.
Relevância do projeto
A iniciativa envolve estudantes, especialistas e a comunidade do entorno, tendo como um de seus diferenciais a integração entre saberes tradicionais indígenas e o conhecimento científico-acadêmico, criando uma abordagem inovadora e complementar. As atividades são coordenadas por especialistas em agroecologia e etnobotânica, garantindo sensibilidade cultural, técnica e ambiental em cada etapa da implementação.
A implantação da agrofloresta e horta medicinal no Parque representa um passo importante para a construção de um espaço educativo que conecta natureza, saberes ancestrais e sustentabilidade.
Por Duda Moro
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