
As fortes chuvas que afetaram diversas regiões do Espírito Santo na noite da última quarta-feira (31) mereceram destaque nos pronunciamentos dos deputados, na sessão ordinária virtual desta segunda-feira (5). O deputado Luciano Machado (PV) chamou a atenção para a chuva de granizo que afetou alguns municípios capixabas, causando muito prejuízo para a população.
“Tivemos um vendaval, com chuva de granizo. Pedras de granizo do tamanho de uma laranja, quem vê as fotos acha até que é montagem”, afirmou. O parlamentar lamentou as perdas na zona rural em diversas regiões capixabas. “Precisamos de ajuda. A produção agrícola foi prejudicada. Uma grande perda na colheita, as árvores cafeeiras e frutíferas prejudicadas pelo granizo”, explicou.
O deputado Marcelo Santos (Podemos) comentou sobre a chuva que atingiu a região metropolitana. “O município de Cariacica sofreu um baque enorme, diversas empresas foram atingidas com a velocidade do vento. Viana da mesma forma, Vitória também não foi diferente, assim como os municípios de Serra e de Vila Velha. Alguns com uma força menor da natureza, mas outros sofreram impactos enormes”, disse.
O vice-presidente da Assembleia Legislativa (Ales) pediu ajuda ao governo estadual na minimização dos prejuízos causados pela tempestade. “Quero aqui pedir ao governo do Estado, ao governador Renato Casagrande (PSB), que possa efetivamente ajudar essas cidades. Todos nós sabemos dos problemas que estamos enfrentando com o coronavírus, que tem feito com que a indústria e o comércio não consigam dar passos maiores. É importante que o estado do Espírito Santo possa estender as mãos mais uma vez para essas cidades”, solicitou.
A deputada Raquel Lessa (Pros) falou sobre os prejuízos em São Gabriel da Palha, São Domingos do Norte, Águia Branca, Jaguaré, Vila Valério e municípios próximos. “Foi uma chuva bem rápida, durou poucos minutos, de ventos fortes e granizo. Foi o suficiente para destruir as plantações. Todo mundo que sabe da agricultura sabe que o vento queima as lavouras e o gelo também, em forma de granizo. Alguns produtores acham que a safra de 2021 pode se aproximar de zero”, apontou.
A parlamentar lembrou que os produtores ainda não se recuperaram da seca de anos atrás que prejudicou o setor agrícola e agora receberam mais esse duro golpe. “Os prejuízos vão amargar por uns oito anos, eles não se recuperaram ainda da seca que atingiu a gente há quatro anos atrás. E agora na hora de colher o café vem essa outra situação difícil com as chuvas de granizo”, lamentou a deputada.
Por João Caetano Vargas
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