A inteligência artificial se consolidou como parte da rotina dos profissionais do Direito no Brasil. É o que aponta o Relatório sobre o Impacto da IA no Direito – Edição 2026. Os dados regionais mostram que a tecnologia também vem ganhando espaço entre os profissionais do Espírito Santo. No estado, entre os 152 respondentes, 54% afirmam que os resultados práticos do uso de IA generativa superaram as expectativas iniciais em comparação ao que imaginavam há um ano. O dado indica uma percepção positiva crescente sobre o potencial da tecnologia para apoiar atividades jurídicas e ampliar a eficiência no trabalho.

Os impactos também aparecem de forma clara na qualidade técnica das entregas. De acordo com o estudo, 84% dos profissionais do estado afirmam que a qualidade do trabalho final melhorou com o uso da IA, sendo que 61% apontam uma melhora significativa nos resultados produzidos em suas atividades jurídicas.

A pesquisa também aponta efeitos na tomada de decisões estratégicas. Para 50% dos respondentes no Espírito Santo, os resultados gerados pelas ferramentas de IA têm impacto relevante em suas decisões jurídicas ou estratégicas, demonstrando que a tecnologia vem sendo utilizada não apenas para tarefas operacionais, mas também como apoio à análise e ao raciocínio jurídico.

A pesquisa é realizada em parceria pelo Jusbrasil, pelas seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, além da Trybe e do ITS Rio. A iniciativa tem como objetivo acompanhar a evolução da inteligência artificial no setor jurídico brasileiro e fomentar um debate qualificado sobre seus benefícios, limites e desafios.

Outro ponto destacado é o ganho de produtividade. Segundo levantamento, 47% dos profissionais afirmam que houve um aumento significativo na capacidade de entrega desde a adoção de ferramentas de inteligência artificial em suas organizações, evidenciando o papel da tecnologia na otimização de fluxos de trabalho.

“Na OAB/ES, estamos comprometidos em preparar a advocacia capixaba para a nova realidade tecnológica do Direito. A inteligência artificial já impacta a rotina jurídica e precisa ser compreendida e utilizada com responsabilidade. Este relatório integra nosso esforço para oferecer conhecimento e ferramentas que coloquem a advocacia do Espírito Santo na vanguarda dessa transformação”, afirma Érica Neves, Presidente da OAB-ES.

A pesquisa contou com ampla participação voluntária e reuniu mais de 1.800 respondentes, entre advogados, estudantes e outros operadores do Direito de todas as regiões do país. O volume de respostas confere ao levantamento nível de confiança de 95%, com margem de erro de 2%, permitindo uma leitura representativa do cenário brasileiro em relação ao uso e às perspectivas da IA generativa no setor jurídico.

Os dados primários foram coletados por meio de um formulário distribuído nos canais digitais das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil nos estados de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, além das plataformas e redes das instituições parceiras Jusbrasil, Trybe e ITS Rio.

Por Larissa Rodrigues de Jesus


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