Ópera ‘A filha do regimento’ estreia no Palácio Sônia Cabral

Produção conta com equipe de diretoras e orquestra de mulheres. Foto: Oficina de Ideias.

A luta pela ressignificação de padrões impostos ao universo feminino é o que inspira a montagem da ópera “A filha do regimento”, do grupo Ópera Prima, que estará em cartaz nos dias 24 e 25 de agosto, no Palácio Sônia Cabral, em Vitória. O Espetáculo – aprovado por meio da Instrução Normativa nº 001/2019 – também conta com uma roda de conversa com a equipe da peça, no dia 15 de agosto, e ensaios abertos nos dias 20 e 22. No dia 23 de agosto será realizada uma apresentação gratuita e exclusiva para convidados e alunos de escolas públicas.

 Primeira vez no Espírito Santo, “A filha do regimento” (1840), de Gaetano Donizetti, é dividida em dois atos quecontam a história de Marie, uma criança rejeitada que é criada pelos soldados do regimento francês e vive como sentinela do exército. Ela ama o jovem fazendeiro Tonio, mas só lhe é permitido casar com um soldado. O rapaz, então, se junta ao exército. Porém, tempos depois, sua tia, a Marquesa de Berkenfield, a encontra e a leva para ter uma educação nobre, própria de uma dama da sociedade.É dentro dessa trama que surgem vários questionamentos sobre as relações de gênero.

 Ações do espetáculo

 Além das apresentações, o projeto desenvolveu ações que buscam dar acesso ao público. No dia 23 de agosto será realizada uma apresentação gratuita e exclusiva para convidados e alunos de escolas públicas. Também serão realizados dois ensaios abertos ao público, nos dias 20 e 22 de agosto, a partir das 18h30, no Palácio Sônia Cabral.Antes, no dia 15 de agosto, acontece uma roda de conversa sobre mulheres na arte.

 Produção feminina

O universo feminino também é presente nos bastidores. A equipe de direção e de produção é formada só pormulheres, o objetivo é valorizar as artistas capixabas. A ópera conta com direção musical de Elaine Boniolo, regência da maestra Alice Nascimento, produção da Portal Produtora Cultural, das produtoras Luana Eva e Ludmila Porto, e uma orquestra formada apenas por mulheres. Ao todo, dezoito musicistas fazem parte da formação.

 O elenco, que vem se preparando desde março deste ano, conta com os solistas Alessandro Santana, Arifer Gomes, Priscila Aquino e Carlos Kelert, além da participação da atriz Suely Bispo. A montagem também tem a participação de um coro jovem com mais 11 cantores. O projeto foi contemplado no Edital de Produção de Ópera do Estado do Espírito Santo (Edital 025/2018), pela Secretaria Estadual de Cultura (SECULT).Os ingressos para duas apresentações, nos dias 24 e 25 de agosto, já estão à venda e podem ser adquiridos na bilheteria do Palácio Sônia Cabral, em Vitória.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Secult/ES.

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