Carlos Papel canta sua paixão por ES e Minas

Projeto é realizado na última quarta-feira de cada mês. Foto: Wellington Abner.

O cantor, violinista e compositor Carlos Papel foi atração do Projeto Quarta Cultural, realizado na tarde de quarta (29), no Espaço Cultural Zé Precão, da Assembleia Legislativa. Acompanhado da jovem violinista, Dora Dalvi, de 23 anos, Papel apresentou repertório com letras que falam da natureza e da sua paixão pelo Espírito Santo e por Minas Gerais. 

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Carioca do bairro de São Cristóvão, o cantor mora em Vitória desde 1981, quando aqui chegou aos 29 anos. Com quase 38 anos de vivência no estado, Carlos Papel disse que se sente mais capixaba do que carioca. 

“E tenho uma paixão muito forte também por Minas Gerais, especialmente com as paisagens e a história de Resplendor (município localizado na parte mineira do Vale do Rio Doce)”.  

O compositor destacou a ligação próxima entre os dois estados e contou que o fato de parte dos mineiros costumar vir muito ao Espírito Santo, especialmente no verão, acabou o levando também a ir muito a Minas Gerais, instalando um vínculo afetivo com o estado vizinho.   

Repertório 

Entre as músicas interpretadas, Carlos Papel mobilizou o público quando cantou “Antes que as luzes se apaguem” e “Povo da Terra Brasil”; e também “Paraopeba” e “Punhal de Estrelas no Peito”, respectivamente compostas em parceria com o maestro Célio Paula e Paulo George.

A apresentação foi fechada ao som de “Fora do Eixo”, num arranjo pop rock, que fez o público acompanhar batendo palmas os trechos que dizem sobre o dia amanhecendo no Penedo (montanha da Baía de Vitória) e de parapente voando sobre o Morro do Moreno (em Vila Velha). 

“Minhas canções são voltadas para a natureza, inspiradas especialmente nas paisagens capixabas, no Rio Doce, em Linhares e Regência; e a alma mineira que vem das bandas do Paraopeba (rio) e as cidades de Brumadinho, Resplendor e Aimorés”. 

Sobre a parceria com Dora Dalvi, o músico diz que é uma sorte tê-la ao seu lado, pois se trata de uma musicista dedicada, que estuda muito e que tem feito bons trabalhos na Orquestra Pop Jazz, regida pelo maestro Célio Paula e mantida pelo Instituto Federal de Educação do Espírito Santo (Ifes). 

“Ela (Dora) tem um talento incrível; é o primeiro violino (spalla) da orquestra e transcreve a maioria dos arranjos; fiz meu primeiro trabalho com ela quando Xangai esteve aqui (em Vitória) no Teatro Glória, e ela me surpreendeu muito”, contou. 

Dora Davi, por sua vez, afirmou que Carlos Papel tem aberto muitas portas para ela: “Temos tocado em teatros e outros espaços culturais; estou ajudando também na produção de um songbook (livro de cifras e partituras) da obra musical dele, que está sendo viabilizado mediante edital da Secult (Secretaria de Estado de Cultura)”.

O procurador da Assembleia Legislativa (Ales) Valmir de Castro, que é fã do trabalho de Carlos Papel, considerou “relevantíssima” a presença  do cantor e de Dora Dalvi na Ales. 

Para Castro, o cantor Papel é uma “sumidade” da cena musical capixaba: “Ele surgiu no Espírito Santo no rastro dos grandes festivais dos anos 80 e se apaixonou pelo estado, se tornou um capixaba. Sorte nossa, que temos entre nós essa figura tão fantástica e cheia de talento”. 

Quem também aprovou a apresentação de Carlos Papel foi a servidora Letícia Fonseca, que trabalha no setor de Recursos Humanos da Ales. “Confesso que não conhecia o trabalho do Carlos Papel, e para mim foi muito bom ter estado na plateia; ele canta e toca muito bem, e tem um grande carisma. A menina (Dora Dalvi) também tem muito talento”, disse.  

O secretário de Gestão de Pessoas da Ales, Joel Rangel, afirmou que a presença de Carlos Papel e de Dora Dalvi reforça o propósito do Projeto Quarta Cultural, que é o de levar cultura e arte de qualidade aos aposentados, aos pensionistas e aos servidores ativos do parlamento capixaba. O projeto é realizado na última quarta-feira de cada mês. 

“Estamos preparando novas atrações de muita qualidade; e no mês de outubro, que é o mês do servidor, teremos uma semana inteira de eventos dedicados aos colaboradores da Casa, sendo que a Quarta Cultural terá destaque nessa programação”, adiantou Joel Rangel. 

Por Wanderley Araújo – Ales.

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