ICEI-ES registra 62,0 pontos em dezembro e mostra que o empresário industrial capixaba encerra o ano confiante

Medido pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Espírito Santo (Ideies), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Espírito Santo atingiu 62,0 pontos em dezembro de 2020, com aumento de 1,7 ponto em relação a novembro.

Com esse resultado, o ICEI-ES atinge o maior nível desde fevereiro (62,7 pontos), muito próximo de retomar o patamar de confiança pré-pandemia. Para o Brasil, o índice passou de 62,9 para 63,1 pontos entre novembro e dezembro de 2020.

“Assim como quase todos os indicadores econômicos, o ICEI-ES apresentou uma movimentação atípica nos meses de abril e maio, subsequentes ao início da pandemia da Covid-19, refletindo um período falta de confiança disseminada entre os empresários capixabas devido à incerteza bastante elevada. Mas desde junho, com a retomada gradual das atividades econômicas, essa confiança vem se recuperando. Essa melhoria consistente levou o índice ao seu maior patamar de confiança desde o início da pandemia em março. O interessante desse movimento é que ele decorre tanto da melhora na percepção atual da condição para negócios quanto do maior otimismo para os próximos seis meses”, disse Marcelo Saintive, Economista-chefe da Findes e Diretor Executivo do Ideies.

Essas informações, de acordo com a presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Cris Samorini, coloca o Estado em posição de destaque no cenário de retomada da economia brasileira.

“Na semana passada o Ideies já havia divulgado o IAE, o Indicador de Atividade Econômica. O Espírito Santo cresceu 9,5% no terceiro trimestre. Estamos vendo uma recuperação em V. O Índice de Confiança do Empresário Industrial confirma o que estamos vendo na prática. O empresário está confiante e está investindo”, disse Cris Samorini.

O aumento da confiança do empresário, na passagem de novembro para dezembro, decorre tanto da melhora na percepção atual da condição para negócios quanto do aumento do índice de expectativas para os próximos seis meses.

A movimentação atípica do índice em 2020 foi marcada pela forte queda observada em abril e maio decorrente da elevada incerteza logo que eclodiu a pandemia de covid-19. Após essa queda, a confiança dos empresários se recuperou consistentemente nos meses seguintes com a retomada gradual das atividades econômicas e encerra ano com o maior patamar de confiança desde o início da pandemia em março.

“Precisamos, porém, manter a atenção aos protocolos sanitários, para que a gente evite a disseminação do coronavírus. Temos visto um aumento dos casos, com mais municípios migrando para risco moderado e alto. Para evitar novas restrições, preservar vidas e empregos, precisamos manter o distanciamento social, o uso de máscaras e a higiene das mãos, não apenas no ambiente de trabalho, mas também nos momentos de lazer. A economia está reagindo bem. Agora, devemos todos nos mobilizar para observar os protocolos e controlar a pandemia”, disse Cris Samorini, presidente da Findes.

Por Raianne Trevelin


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