Covid-19: mortes batem recorde e Portugal pode ter ajuda internacional

País tem 11.012 óbitos e 653.878 casos da doença | Foto: © Adriano Machado/Reuters/Direitos

O governo de Portugal foi estimulado a transferir pacientes de covid-19 para fora do país. As mortes pela doença atingiram uma alta recorde e o sistema de fornecimento de oxigênio de um grande hospital na região de Lisboa falhou em parte por conta do uso excessivo.

As fatalidades por covid-19 nas últimas 24 horas chegaram ao recorde de 291, elevando o total do país para 653.878 casos e 11.012 mortes. O país agora tem a maior média semanal de casos e mortes por milhão de pessoas, de acordo com o ourworldindata.org.

O hospital no município de Amadora teve de transferir 48 de seus pacientes para outras unidades de saúde na capital na noite de terça-feira (26), pois a pressão de oxigênio não era suficiente para um grande número de pacientes. 

“Houve a necessidade de diminuir o consumo de oxigênio, então os pacientes foram transferidos”, informou o hospital, que quase não tem leitos livres. “Eles nunca estiveram em perigo.”

Reportagens mostraram ambulâncias apressadas passando pelos portões principais do hospital para pegar os pacientes, enquanto algumas deixaram o local escoltadas pela polícia.

Pacientes transferidos

Vinte pacientes foram transferidos para o maior hospital de Lisboa, o Santa Maria, que, na terça-feira, instalou dois refrigeradores do lado de fora de seu necrotério com capacidade para 30 corpos, afirmou o porta-voz do hospital.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, disse, em entrevista coletiva, que não havia necessidade de criar “alarme” sobre a ideia de ajuda internacional, mas acrescentou: “sabemos que há disponibilidade de países amigos para ajudar.”

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse à emissora RTP: “O governo português está buscando todos os mecanismos disponíveis, incluindo no quadro internacional, para garantir a melhor assistência aos doentes.”

Ela observou que as transferências de pacientes seriam limitadas pela localização de Portugal na extremidade ocidental da Europa, especialmente porque outras nações da União Europeia também estão sob pressão.

Por Catarina Demony e Miguel Pereira | da agência Reuters | Lisboa


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