
Estudos desenvolvidos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) garantiram a tipificação do mel de aroeira do Norte de Minas. O registro de Indicação Geográfica (IG), na categoria Denominação de Origem, foi concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).
“Os projetos de pesquisa colaboraram para a definição da identidade desse produto, para o entendimento da biologia da árvore e suas interações com as abelhas que coletam o néctar para elaboração do mel”, explica a pesquisadora da Funed Paula Calaça.
As pesquisas foram realizadas pelo Serviço de Recursos Vegetais e Opoterápicos (SRVO) da Funed e publicadas em periódicos reconhecidos internacionalmente, como a Apidologie e Plant Biology. Os trabalhos contaram também com apoio de muitos servidores, estudantes, técnicos e apicultores.
Selo
O requerimento da denominação de origem foi feito pelo Conselho de Desenvolvimento da Apicultura Norte Mineira (Codeanm). “Essa indicação traz muitos benefícios para o Norte de Minas Gerais, fomenta o desenvolvimento da apicultura local, reconhece a qualidade do mel produzido na região e estimula a preservação das Matas Secas e das abelhas”, reforça a pesquisadora da Funed.
Mesmo com a conquista do selo de Indicação Geográfica, outros estudos com o mel de aroeira continuam sendo desenvolvidos pela Funed. “O SRVO tem muitos trabalhos que investigam o potencial terapêutico desse mel, que é produzido também em outras regiões do país, e cada uma delas pode pleitear a sua IG. Tipificar esses méis é uma pesquisa ativa do nosso grupo. Os estudos contínuos com o mel de aroeira auxiliam na valorização cada vez maior do produto e possibilitam que ele ganhe mais mercado”, explica a pesquisadora.
Os estudos foram financiados pelo Banco do Nordeste do Brasil e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Por Agência Minas
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