ES contabiliza 467 acidentes fatais no 1º semestre de 2019

Polícia Rodoviária Federal apresentou instruções de comportamento no trânsito para alunos presentes. Foto: Ellen Campanharo.

Como parte da Semana Nacional e do Dia Nacional do Trânsito (25 de setembro), a Assembleia Legislativa (Ales) promoveu sessão especial para debater a segurança no trânsito. A reunião aconteceu na tarde de quarta-feira (25) no plenário Dirceu Cardoso e foi proposta pelo deputado Delegado Lorenzo Pazolini (sem partido).

Em 2019, de janeiro a julho, já ocorreram 467 acidentes fatais no trânsito capixaba, segundo o diretor-técnico do Detran, George Pereira Alves. O diretor acrescenta que, anualmente, são gastos R$ 45 bilhões no País, citando dados do Ministério da Saúde. Para ele, esses acidentes e gastos poderiam ser evitados com educação preventiva.

Durante a sessão especial, os técnicos inspetores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentaram instruções de como se comportar no trânsito, dados sobre acidentes, segurança, a relação de segurança entre os veículos nas vias e todos em relação aos pedestres, a ingestão de álcool e o uso indevido do celular no trânsito. Estiveram presentes à sessão alunos do ensino médio de quatro instituições de ensino de Vitória.

Irresponsabilidade

O comandante do Batalhão de Trânsito da Política Militar, tenente-coronel Glariston Fonseca Nascimento, destacou que educação, engenharia e fiscalização são os três pilares da segurança no trânsito.

Ele defendeu que a participação consciente e a mudança de cultura do cidadão são fundamentais, caso contrário, todo o esforço serão em vão. “Se nós quisermos alterar essa situação, passa pela mudança de comportamento. Temos de parar de considerar que uma pessoa que dirige sob o efeito de álcool é uma pessoa de bem, ela é uma irresponsável”, enfatizou.

Durante a reunião, Izaías Moreira, fez um depoimento emocionado sobre sua filha Sâmia Izabella Ferreira Moreira, estudante de engenharia, morta em acidente de trânsito em 2014, na Rodovia do Sol, voltando de Guarapari. “É muito difícil vermos um marginal do trânsito ser punido. E isso mata a família da vítima mais um pouco”, disse indignado.

Mudar a cultura

Para o deputado Delegado Lorenzo Pazolini o debate proposto na sessão busca estreitar o relacionamento das instituições visando fomentar um comportamento mais adequado e condizente com racionalidade do ser humano. “Precisamos de uma cultura da vida. Noventa por cento das mortes são provocadas pelo motorista”, destacou.

“Precisamos de fiscalização, sim, mas precisamos mudar a cultura, e para isso precisamos investir em vocês [estudantes presentes no Plenário]”. Pazolini falou do uso do cinto de segurança, que há bem pouco tempo era inimaginável. “Hoje, o motorista não precisa pedir para o passageiro para colocar o cinto de segurança. Já é um ato automático”, exemplificou.

Mesa

Fizeram parte da mesa da sessão especial o chefe do Núcleo de Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Téo Cavalcanti; o chefe substituto do Grupo de Educação para o Trânsito da PRF, inspetor Valdo Lemos; o comandante do Batalhão de Trânsito da Política Militar, tenente-coronel Glariston Fonseca Nascimento; o diretor-técnico do Detran, George Pereira Alves; o tenente-coronel Bombeiro Militar Scharlyston Martins de Paiva; o gerente da Yellow, Alexandre Santos; o chefe de Resgate do Corpo de Bombeiros, 2º sargento Péricles Hastenreiter; o representante da Comissão Especial de Estudos sobre Orientação e Prevenção de Drogas da OAB Silvia Hansen; a delegada chefe da Polícia Civil Fabiene Alves Coutinho; e Izaías Moreira.

Por Aldo Aldesco | Ales.

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