Deputados cobram melhorias na segurança pública do Espírito Santo

Parlamentar pediu atenção conta furto de gado na região de Iconha, Rio Novo do Sul e Piúma | Foto: Tati Beling

A segurança pública foi o principal tema dos discursos dos parlamentares nesta quarta-feira (21), na sessão ordinária híbrida. Deputados abordaram a questão a partir de três indicações ao Executivo solicitando mais investigação e policiamento em municípios do interior.

O deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido) elogiou as indicações ao governo do Estado feitas por Torino Marques (PSL) reivindicando ronda, patrulhamento e aparelhamento nessas cidades.

“Desde o primeiro dia de nosso mandato temos reivindicado melhorias nas Polícias Civil e Militar. Nós sabemos das dificuldades que a Polícia Civil enfrenta com efetivo baixíssimo. Nós tínhamos em 1990, há 30 anos, 3.830 homens na Polícia Civil, para uma população de aproximadamente 2,4 milhões. Hoje, estamos com a população quatro milhões e temos apenas 2.030 policiais”, destacou Bahiense.

“Faltam 1.800, sem contar que mais de 300 estão em abono permanência. Isto quer dizer que esses policiais podem se ausentar a qualquer momento. Ele pode acordar de manhã e dizer que não vai mais trabalhar porque já tem direito, ele pode ir pra casa e se aposentar. Com isso, a população fica desassistida”, completou o deputado.

O presidente da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado mencionou também a situação das unidades de Serviço Médico Legal (SML). “Em muitos finais de semana não temos médicos legais as em nenhum dos três SMLs do interior do estado. Não temos em Cachoeiro, não temos em Colatina e não temos Linhares. Com isso, os corpos de vítimas de mortes violentas, quer seja de crimes dolosos contra a vida, quer seja de acidentes, têm que ser trazidos para Vitória e, às vezes, liberados dias após”, relatou parlamentar.

Concurso insuficiente

O deputado lembrou que como presidente da Comissão de Segurança tem cobrado o Executivo por mais efetivo na polícia. “No último concurso, agora, o governo do Estado iria disponibilizar pouco mais 170 vagas. Através das demandas, nós chegamos a quase 500 homens que serão contratados agora para auxiliar a população através da polícia judiciária. Mas está muito longe, ainda, do que nós necessitamos”, pontuou Bahiense.

O deputado acrescentou que muitas delegacias foram fechadas por falta de servidores na Serra e em Vitória e delegados no interior estão respondendo por delegacias em diversos municípios. Lembrou que no governo anterior de Renato Casagrande (PSB) foram efetivadas nomeações de concurso ocorrido em 1993. “Conclamamos, mais uma vez, a atenção do governo do Estado e de nossos pares para que melhorem os efetivos da Polícia Civil e Polícia Militar”, concluiu.

Indicações

Torino Marques justificou as três indicações ao Poder Executivo voltadas à segurança dos agropecuaristas de Iconha, Rio Novo do Sul e Piúma. Eles relatam furto de gado no Vale do Orobó, São João de Ibitiba e Itinga.

“Tem uma quadrilha especializada agindo fortemente na região e o índice está aumentando dia a dia. Os agropecuaristas procuraram a Polícia Civil e fazem as denúncias. Porém, percebem que mesmo com toda boa vontade da Polícia Civil e Militar faltam, sim, material, viaturas e contingentes para investigar e fazer o patrulhamento nas comunidades rurais”, relatou o parlamentar, que pediu apoio da Comissão de Segurança.

O deputado Marcelo Santos (Pode) admitiu que seu colega do PSL tem razão. “A Polícia Civil e Militar estão de parabéns, até porque sob o comando de nosso secretário de Segurança Pública, coronel Ramalho, tem colocado muito vagabundo e bandido na cadeia. A defasagem existe, é verdade, o deputado Torino tem plena razão. O governo do Estado anunciou a ampliação do quadro tanto na Polícia Civil como na Militar e isso vai se tornar uma realidade”, avaliou.

Patrulhas no interior

Theodorico Ferraço (DEM) foi outro deputado a reforçar o discurso de Torino. “Tenho andado pelo interior e vejo que não há fiscalização nem policiamento, principalmente para o homem do campo. Ainda ontem estive em Soturno, o policiamento não existe. Nós sabemos que os nossos policiais representam o que tem de melhor no País. Está faltando gente, tá faltando carro, tá faltando governo para combater o roubo de gado, os assaltos, principalmente ao homem do interior”, enfatizou.

O tema da segurança foi comentado também pela deputada Janete de Sá (PMN) por conta do assassinato da ambientalista Luciana Antonini e da morte violenta de uma criança na Serra. Como presidente da Comissão de Agricultura da Casa, lembrou a Torino Marques que também tem reivindicado mais segurança para os produtores.

“A Comissão de Agricultura, há tempos, vem discutindo com o governo anterior e com este uma patrulha policial para todo o interior estado. Os crimes no interior do estado, de gado, da colheita do café, assaltos em residências isoladas têm crescido muito”, opinou. Assim como tem atenção especial à segurança durante o verão, ela reivindicou policiamento especial durante as colheitas.

Por Aldo Aldesco


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