Findes e Apex Brasil lançaram nesta terça-feira (13) o programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), que vai preparar 150 empresas para atenderem o mercado internacional

O Espírito Santo é um dos Estados brasileiros com maior grau de abertura econômica. Ao longo do ano passado, exportou mais de US$ 9,1 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. Além disso, de acordo com a lista de Empresas Brasileiras Exportadoras e Importadoras do Ministério da Economia, em uma década o número de CNPJs capixabas cadastrados quase dobrou.
Tendo em vista a vocação natural do Estado para o comércio exterior, o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) vai ofertar 150 vagas para negócios que queiram receber gratuitamente mentoria e um plano de exportação exclusivo para entrar no mercado internacional.
Neste novo ciclo, o programa será executado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-ES), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Qualquer CNPJ que queira exportar um produto ou serviço poderá participar do ciclo 2023-2025 do PEIEX. As inscrições já estão abertas! Basta enviar um e-mail para [email protected].
O lançamento do programa e a abertura das inscrições aconteceu nesta terça-feira (13/06), na sede da Federação, e contou com a presença do vice-presidente da Findes Paulo Baraona, do vice-governador do Estado e secretário de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço, a gerente de competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado, o gerente regional da ApexBrasil, Gustavo Esperandio, o diretor comercial da Pimpolho, Ricardo Tavares Brito, e o proprietário da Espírito Cacau, Paulo Roberto Gonçalves. Além deles, participaram outros empresários e autoridades.
O vice-presidente da Findes, aponta que, com a vocação natural que o Espírito Santo tem para o comércio exterior e o fato de ter um mercado interno limitado, a venda de produtos e serviços para outros estados e países se torna importante para o crescimento da economia capixaba. “Por isso, estimular a competitividade das indústrias do ES e ampliar a participação das empresas capixabas no mercado global é fundamental”, enfatiza Paulo Baraona.
O vice-governador do Espírito Santo e secretário de Estado de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço, ressalta o trabalho realizado pela Findes e a importância do PEIEX para as empresas capixabas.
“A nossa sinergia é muito forte com a Findes. Já a ApexBrasil se destaca por não ser uma instituição que trabalha apenas o conteúdo teórico, mas que tem uma visão muito prática de como fazer o seu produto/serviço chegar no mercado internacional, [que está] cada vez mais exigente.”
A gerente de competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado, explica que o objetivo do PEIEX é transformar as empresas em exportadoras regulares. “Vamos trabalhar com empresas que nunca exportaram; com aquelas que já exportam, mas podem atingir novos mercados; ou as que exportam, mas ainda com pouca frequência. Trabalharemos com indústria, agronegócio, cooperativas e também com o setor de serviços”, diz.
Número de empresas no mercado internacional cresceu
O número de empresas capixabas comercializando fora do país vem aumentando. De acordo com a lista de Empresas Brasileiras Exportadoras e Importadoras do Ministério da Economia, em uma década o número de CNPJs cadastrados cresceu quase 88%, passando de 488, em 2012, para 873 em 2022. Os dados foram compilados pelo Observatório da Indústria da Findes.
Neste mesmo período, houve um aumento de 405% no número de microempresas e MEI cadastrados, de 158% entre empresas de pequeno porte e 38% entre empresas de médio e grande porte.
Porte da empresa | 2002 | 2022 | Aumento % |
Microempresas e MEI | 39 | 197 | 405,1 |
Empresas de Pequeno Porte | 72 | 186 | 158,3 |
Empresas Médias e Grandes | 354 | 490 | 38,4 |
Todas as empresas | 465 | 873 | 87,7 |
Vale lembrar que o Espírito Santo tem uma grande diversidade de setores produtivos. Entre os destaques está o segmento cafeeiro. O Estado é o segundo maior produtor nacional de café e o maior produtor de conilon.
Há ainda o setor de mármore, granito e rochas ornamentais, que representa quase 80% de toda a produção do país; e a indústria de transformação com os segmentos de alimentos e bebidas, produtos de metal, móveis, produtos cerâmicos, vestuário e confecções; que ocupam posição de destaque absoluto no Brasil.
Baraona lembra que o Estado é referência em várias áreas. “Temos um ambiente de negócios favorável e contamos com indústrias sólidas em diversos segmentos. Além disso, estamos em uma localização privilegiada e temos um arranjo de infraestrutura propício para sermos cada vez mais competitivos”, comenta.
Por Siumara Gonçalves – Findes
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