Rússia libera fertilizante e preço cai

Risco das negociações é que país só pode comercializar em rublos, e logística é complicada

Nitrato de amônio | Foto: Pixabay

A Rússia voltou a liberar as exportações de nitrato de amônio (NAM), o que distensionou a oferta e fez os preços arrefecerem no mercado internacional, informa o portal especializado GlobalFert. O país, que segue economicamente sancionado por diversos países, havia anunciado no início de fevereiro de 2022 o bloqueio das exportações desse fertilizantes pelo prazo de dois meses, com a escusa à época de garantir aos agricultores locais um volume suficiente para o período de alto consumo. 

“Com isso, no início de abril, a disponibilidade e os preços do fertilizante foram afetados, principalmente no mercado brasileiro, tendo em vista que 99,97% das importações de nitrato do Brasil provêm da Rússia”, relembra a equipe do Globalfert.

Além desse cenário, acrescentam os especialistas, desde meados de março a guerra entre Rússia e Ucrânia vêm “impactando nos preços de transporte marítimo de cargas, devido ao aumento dos custos provocado pela alta dos preços dos combustíveis de navegação e do frete marítimo. No Báltico, onde os custos já estavam altos com os problemas de logística decorrentes da pandemia, os preços subiram ainda mais com o conflito”.

O Globalfert aponta que nas últimas semanas houve uma “mudança no comportamento da Rússia, o que levou a uma redução no preço dos fertilizantes no mercado internacional. No dia 1º de Maio os bloqueios caíram e o país, com diversos problemas econômicos devido às sanções, voltou ao mercado em busca de compradores de fertilizantes, que são um dos poucos produtos que não foram sancionados”.

“Essa medida tende a refletir no retorno da disponibilidade do nitrato no mercado nacional a partir de julho, assim como na diminuição dos preços. Entretanto, o risco dessas negociações é que a Rússia ainda só pode comercializar em rublos, moeda doméstica do país, além disso, dificuldades em torno da logística podem levantar incertezas quanto ao sucesso das operações”, conclui o portal especializado.

Por Leonardo Gottems | Agrolink


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